Ela fitou-o.
Estendendo o corpo sobre a cama, fechou os olhos. Quando abriu-os, olhou o nada, como quem acorda de repente, cortando madrugada de morno sono.
Ele havia apagado a luz.
Sorriu.
Erguendo-se, procurou-o. Então mãos envolveram seu ventre, por baixo da blusa de tênue tecido. Coxas abraçaram seu quadril. Profecias penetraram seus ouvidos.
Foi quando o riso largo cedeu espaço à expressão séria, entre o prazer e a dor.
A boca entreaberta balbuciava a súplica por se chegar a algum lugar.
Sabiam onde.
Desejou-o. Muito. Com um movimento rápido e denso, virou-se, envolvendo-o em seus lânguidos braços. A respiração já podia ser ouvida. E o sal da pele refletira a tímida luz que insistia em passar pelas mínimas fissuras da janela. Beijou-o. Madura e deliciosamente.
As vestes denunciavam o desejo esculpido com o passar dos dias.
segunda-feira, setembro 18, 2006
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